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Aos nossos milhões de heróis da enfermagem, muito obrigada | Com a Palavra

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A pandemia da Covid-19 deixa claro como os profissionais de enfermagem são essenciais para nossa vida e merecem lugar de destaque. Mesmo sobrecarregados por uma jornada intensa, eles não esmorecem.

A equipe de enfermagem abrange mais de 2,4 milhões de profissionais em todo país, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, e adquiriu uma nova especialidade neste período desafiador: levar, de alguma forma, ânimo e acolhimento às pessoas acometidas pela doença e também a seus familiares. São eles os responsáveis pelo cuidado direto e contínuo aos pacientes e acabam protagonizando histórias que nos trazem conforto e até mesmo esperança, em meio ao cenário atual.

A precursora da enfermagem moderna, Florence Nightingale, já dizia: “a enfermagem é uma arte. E para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor”. Como verdadeiros artistas, esses profissionais realizam frequentemente ações criativas e inovadoras em prol do bem-estar.

Destaco, por exemplo, a criação da “mãozinha do amor” — como são chamadas as luvas com água morna que enfermeiras de um hospital de São Carlos, em São Paulo, passaram a usar para aquecer mãos de pessoas intubadas. No Rio de Janeiro, outro bom exemplo é o “Esquenta Pé“, um projeto idealizado por uma enfermeira para produzir sapatilhas de crochê que amenizam o frio do ambiente hospitalar, levando conforto e carinho aos internados.

Esse vínculo entre a enfermagem e os pacientes acontece devido à dedicação e ao espírito solidário desses profissionais incansáveis. Muitas vezes, eles são os primeiros a perceber as alterações clínicas, além de representarem a voz do próprio paciente junto à equipe multiprofissional. A enfermagem exerce um papel primordial de gerir todo cuidado a fim de garantir que tudo seja conduzido de maneira adequada e benéfica para o paciente. São profissionais que conseguem unir ciência e arte no cuidado com o ser humano.

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A equipe de enfermagem também é muito importante na promoção de saúde e prevenção de doenças. No Brasil, há muitos anos, já são esses profissionais que agem, em parceria com um time multiprofissional, para promover a saúde em todas as fases do ciclo da vida. Enfermeiros atuam ativamente realizando consultas com gestantes, pré-natal e o próprio parto normal nas gestações de baixo risco. E exercem papel essencial nas salas de vacinação, uma função especialmente importante no momento em que há campanhas de vacinação contra a gripe e a Covid-19. Em instituições privadas, também vemos que esse modelo de incluir os profissionais de enfermagem em diferentes etapas do cuidado já é aplicado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, considerado o melhor do país pelo ranking “World’s Best Hospitals”, da conceituada revista Newsweek.

Mesmo em meio a uma pandemia com uma jornada exaustiva, os profissionais de enfermagem não desanimaram. Embora com medidas simples, mostram o olhar humano e cuidadoso, sempre em busca de uma visão integrada dos pacientes. E tudo isso mesmo com as trágicas perdas de tantos colegas. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), foram cerca de 775 mortes desde o início da pandemia no Brasil.

Houve, felizmente, uma queda nesses indicadores após a chegada da vacina: os óbitos entre março e abril de 2021 diminuíram 71%. Em janeiro, o Brasil respondia por cerca de um terço das mortes de enfermeiras, técnicos, auxiliares de enfermagem e obstetrizes durante o momento pandêmico em um universo de 44 das principais nações do mundo. Sinal de que não temos sido capazes de cuidar daqueles que jamais desistiram de todos nós.

Os dados são assustadores e alarmantes. E nos mostram o quanto ainda precisamos lutar pela valorização desses profissionais tão importantes para nossa saúde, como ficou evidente em meio a esta emergência sanitária. Não só hoje, que é Dia Internacional da Enfermagem, e nem apenas durante este período de pandemia, mas sempre. Por tudo isso, aos nossos milhões de heróis, meu muito obrigada!

* Érica Cardoso é enfermeira, pós-graduada em Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva pela Faculdade de Medicina de Rio Preto (FAMERP) e em Urgência e Emergência pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP)

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